
Quem não ouviu ainda falar de jogos como Guild Wars, Second Life, Silkroad Online, World of Warcraft, entre muitos outros? Para quem não conhece, tratam-se jogos dependendes da internet, baseados na vida virtual de um personagem criado pelo jogador, e que vai evoluindo consoante as escolhas feitas no dia-a-dia e a interacção com outros jogadores e elementos encontrados no mundo do jogo. A este tipo de jogos chama-se Massive Multiplayer Online Role Playing Game, ou MMORPG para abreviar.
Posso dizer por experiência própria que já testei alguns jogos deste tipo, e que não me desagradaram totalmente. Enquanto alguns têm um potencial de entretenimento enorme, outros limitam-se a agarrar o jogador ao computador, sem olharem a meios para tal. Poderão pensar que se trata apenas de uma opinião sem fundamento, mas acontece que conheço algumas pessoas que já passaram por este tipo de jogos, e que sentiram este vício na pele.
Aquela sede de chegarmos a casa do trabalho/escola e entrarmos no mundo virtual do nosso jogo preferido eleva-se a um patamar mais alto, quando falamos de MMORPG. A diversidade de acontecimentos, personagens e elementos acontece devido à quantidade enorme de jogadores reais, provenientes de todos os cantos do planeta. Este facto, aliado a um outro pormenor que todos estes jogos oferecem, acaba por causar algum tipo de dependência no jogador, e que o prende ao jogo por mais tempo do que inicialmente planeado.
E de que outro pormenor se trata? Todos os MMORPG oferecem a capacidade ao jogador de evoluir, consoante as acções e interacção com o meio ambiente virtual. Nos jogos que simulam batalhas épicas, o jogador vai ficando mais forte, adquire mais armas e/ou armaduras, poderes, etc.. Num jogo que simule uma existência mais pacífica, o jogador vai evoluindo de uma forma mais estatística, conhecendo cada vez mais pessoas, visitando cada vez mais lugares, etc..
Seja qual for a evolução, baseada no tipo e objectivos do jogo, ela acontece e tem a capacidade de aliciar o jogador a experimentar coisas novas todos os dias, a cada nível que passa. Enquanto podemos encarar esta situação de uma forma saudável, caso o jogador tenha um controlo mental suficientemente activo, existem outros casos em que isso não acontece.
De entre as pessoas que conheço, existe quem se tenha apercebido desta característica nefasta dos jogos tipicamente online. Segundo o seu testemundo, este tipo de jogos vai retirando tempo real da vida do jogador, para o transformar em tempo de vida virtual. É uma transição que acontece a médio e às vezes a curto prazo, pelo que uma pessoa que não esteja preparada para esta transição poderá sofrer as consequências em primeira mão.
O meu objectivo, com este texto, é o de alertar os jogadores deste tipo de jogos, para este lado negro das comunidades virtuais. Ao contrário de um fórum ou de um simples jogo multiplayer, onde, respectivamente, uma pessoa se limita a participar nos diversos temas ou a jogar contra outros através da internet sem evoluções posteriores (e portanto, sem aquele componente que prende o jogador e o alicia cada vez mais), um jogo MMORPG acaba por ter uma capacidade muito maior de roubar a vida real de uma pessoa.
Como reconhecer esta transição? Pode depender muito do jogador, pois cada um de nós reage de forma diferente aos diferentes estímulos a que somos expostos. Pessoalmente, sinto que é fácil deixar de jogar um determinado jogo, enquanto tenho outras preocupações de maior relacionadas com a minha vida real. Porém, sei de casos em concreto de pessoas que se deixaram levar por esta onda virtual, e conto com diversos testemunhos reais que corroboram a minha teoria.
Acredito que um dos sintomas mais comuns que podemos observar nas pessoas virtualmente agarradas a este tipo de jogos, é a sua irritabilidade e facilidade com que entram em conflito com os outros (principalmente se era algo que acontecia com pouca frequência). Outra característica é a ausência da pessoa por períodos prolongados, de um ou mais locais que sempre frequentou (sejam redes de chat virtuais ou locais reais). Algo que podemos fazer nestes casos perdidos, é falar com a pessoa em causa, questioná-la relativamente ao jogo, e observar as reacções. Tenho razões para crer que, nos casos mais preocupantes, a pessoa irá reagir mal se mencionarmos algum pormenor negativo do jogo em causa. Se não reagir mal, há uma boa probabilidade de a pessoa negar e/ou contradizer todos os factos, como medida de defesa.
Existe uma pessoa por quem tenho uma grande estima, e sempre tive desde há alguns anos para cá. Essa pessoa envolveu-se num destes jogos online e, enquanto eu não me habituei a esse jogo, este meu grande amigo tem passado horas deste então, nesse mundo virtual. Se, por um lado, admiro o trabalho de publicidade ao meu fórum que ele tem feito no mundo do jogo, também é verdade que sempre temi o dia em que a sua vida social começasse a tomar outro rumo. E esse dia chegou.
Por último, gostaria de deixar aqui um apelo para quem se encontra envolvido em MMORPGs, e também a quem tem familiares ou amigos nesta situação.
Abram os olhos para a vida. Lembrem-se de que só temos uma.
Posso dizer por experiência própria que já testei alguns jogos deste tipo, e que não me desagradaram totalmente. Enquanto alguns têm um potencial de entretenimento enorme, outros limitam-se a agarrar o jogador ao computador, sem olharem a meios para tal. Poderão pensar que se trata apenas de uma opinião sem fundamento, mas acontece que conheço algumas pessoas que já passaram por este tipo de jogos, e que sentiram este vício na pele.
Aquela sede de chegarmos a casa do trabalho/escola e entrarmos no mundo virtual do nosso jogo preferido eleva-se a um patamar mais alto, quando falamos de MMORPG. A diversidade de acontecimentos, personagens e elementos acontece devido à quantidade enorme de jogadores reais, provenientes de todos os cantos do planeta. Este facto, aliado a um outro pormenor que todos estes jogos oferecem, acaba por causar algum tipo de dependência no jogador, e que o prende ao jogo por mais tempo do que inicialmente planeado.
E de que outro pormenor se trata? Todos os MMORPG oferecem a capacidade ao jogador de evoluir, consoante as acções e interacção com o meio ambiente virtual. Nos jogos que simulam batalhas épicas, o jogador vai ficando mais forte, adquire mais armas e/ou armaduras, poderes, etc.. Num jogo que simule uma existência mais pacífica, o jogador vai evoluindo de uma forma mais estatística, conhecendo cada vez mais pessoas, visitando cada vez mais lugares, etc..
Seja qual for a evolução, baseada no tipo e objectivos do jogo, ela acontece e tem a capacidade de aliciar o jogador a experimentar coisas novas todos os dias, a cada nível que passa. Enquanto podemos encarar esta situação de uma forma saudável, caso o jogador tenha um controlo mental suficientemente activo, existem outros casos em que isso não acontece.
De entre as pessoas que conheço, existe quem se tenha apercebido desta característica nefasta dos jogos tipicamente online. Segundo o seu testemundo, este tipo de jogos vai retirando tempo real da vida do jogador, para o transformar em tempo de vida virtual. É uma transição que acontece a médio e às vezes a curto prazo, pelo que uma pessoa que não esteja preparada para esta transição poderá sofrer as consequências em primeira mão.
O meu objectivo, com este texto, é o de alertar os jogadores deste tipo de jogos, para este lado negro das comunidades virtuais. Ao contrário de um fórum ou de um simples jogo multiplayer, onde, respectivamente, uma pessoa se limita a participar nos diversos temas ou a jogar contra outros através da internet sem evoluções posteriores (e portanto, sem aquele componente que prende o jogador e o alicia cada vez mais), um jogo MMORPG acaba por ter uma capacidade muito maior de roubar a vida real de uma pessoa.
Como reconhecer esta transição? Pode depender muito do jogador, pois cada um de nós reage de forma diferente aos diferentes estímulos a que somos expostos. Pessoalmente, sinto que é fácil deixar de jogar um determinado jogo, enquanto tenho outras preocupações de maior relacionadas com a minha vida real. Porém, sei de casos em concreto de pessoas que se deixaram levar por esta onda virtual, e conto com diversos testemunhos reais que corroboram a minha teoria.
Acredito que um dos sintomas mais comuns que podemos observar nas pessoas virtualmente agarradas a este tipo de jogos, é a sua irritabilidade e facilidade com que entram em conflito com os outros (principalmente se era algo que acontecia com pouca frequência). Outra característica é a ausência da pessoa por períodos prolongados, de um ou mais locais que sempre frequentou (sejam redes de chat virtuais ou locais reais). Algo que podemos fazer nestes casos perdidos, é falar com a pessoa em causa, questioná-la relativamente ao jogo, e observar as reacções. Tenho razões para crer que, nos casos mais preocupantes, a pessoa irá reagir mal se mencionarmos algum pormenor negativo do jogo em causa. Se não reagir mal, há uma boa probabilidade de a pessoa negar e/ou contradizer todos os factos, como medida de defesa.
Existe uma pessoa por quem tenho uma grande estima, e sempre tive desde há alguns anos para cá. Essa pessoa envolveu-se num destes jogos online e, enquanto eu não me habituei a esse jogo, este meu grande amigo tem passado horas deste então, nesse mundo virtual. Se, por um lado, admiro o trabalho de publicidade ao meu fórum que ele tem feito no mundo do jogo, também é verdade que sempre temi o dia em que a sua vida social começasse a tomar outro rumo. E esse dia chegou.
Por último, gostaria de deixar aqui um apelo para quem se encontra envolvido em MMORPGs, e também a quem tem familiares ou amigos nesta situação.
Abram os olhos para a vida. Lembrem-se de que só temos uma.
